Essa é a chica há ...trocentos anos atrás...
seus laçarotes indo para a escola
o que me estraga é minha timidez...
nas escadas da entrada da casa da Tia Hilda
Fui a quarta das cinco filhas de meus pais.
Sempre tive essa noção de família grande, embora passamos muitos anos de nossas vidas divididas, pois três ficaram morando no RS quando de uma alteração de emprego de meu pai e apenas minha irmã caçula e eu ficamos com nossos pais, no Rio de Janeiro.
Fui, como todas as crianças danadinha e arteira.
Nos meus brinquedos e historinhas que inventava, meu nome era Rosa, Rosita ou coisa parecida.
Hoje ainda, ao escrever, de repente, surge uma Rosa na história...
No Rio, morávamos em apartamento e eu era sempre bem branquinha, parecia um leite e isso deixava minha mãe orgulhosa, pois havia feito uma simpatia de colocar a aliança dela na primeira água do banho , pois segundo a crença, a criança ficava beeeeeeeeeem branquinha.
Esse fato, na adolescência já me incomodava pois parecia uma freira saída do convento,rsr...
Era e ainda sou, bem tímida.
Lembro que quando ficava com vergonha, enrolava meu vestido pelas pontas, ou blusas, qualquer coisa pra eu ficar enrolando me deixava mais á vontade...
Hoje, detesto " enroladores"...Acho que ninguém deles gosta...
Ia ao colégio, mas nunca fui muito animada pra estudar coisas que não me interessavam, porém adoraaaaaaaaaaaava o recreio.
Nele eu vibrava, brincava a valer, tinha amigas e amiguinhos.
Quando nos finais de ano vínhamos visitar nossa família, era legal pois ficávamos as cinco juntas e era muito lindo.
Minha avó tinha pátio na casa, abacateiro, galinheiros e ao lado, morava uma tia avó, irmã dela.Essa pobre, nos adorava, porém fazíamos de tudo por lá...
A casa dessa,era separada da de minha avó apenas pelo muro com um portão e nesse muto, sentava encarapitada fazendo bolhas de sabão com o caule do mamoeiro.Chegava a queimar a boca com ele...
Assustava as galinhas, fazia comidinhas com areia, enfim, lá nos divertíamos bastante.
Enfim, fui uma menina danadinha, bem normal...
E como quem planta colhe, tive por opção, quatro filhos e cada um vinha mais danado do que o outro.
A lei da vida...
Hoje, olho para os netinhos e vejo a história se repetindo.Legal! Porém, não gostaria de ser criança outra vez!
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* Esse texto foi para atender o convite da NORMA , para seu blog, na série:" A CRIANÇA QUE EU FUI"
e agora o aproveito para participar da Blogagem das FASES da VIDA promovida pela Rosélia e Gina a quem agradeço e deixo um beijo!



